Atuação

• Coordenador do Serviço de Neurocirurgia e Neurologia do Hospital Unimed BH • Neurocirurgião do Biocor Instituto, Belo Horizonte, MG Membro Titular da Academia Mineira de Medicina • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia • Membro do Congresso of Neurological Surgeons • Mestrado e Doutorado em Cirurgia pela UFMG

Especialidades

• Malformação • Artério Venosa • Aneurisma Cerebral • Cirurgia de Bypass • Revascularização Cerebral • Cirurgia de Carótida • Tumores Cerebrais • Descompressão Neurovascular • Doença de Moya-Moya Tumores da Base do Crânio Doppler Transcraniano

Contato

Alameda da Serra 400 / 404 - Nova Lima - MG (31)3264-9590 • (31) 3264-9387 jrasomd@yahoo.com.br

Neuroanatomia, uma paixão

 


 

Às vésperas de estrear um novo espetáculo inspirado na vida e obra do professor Ângelo Machado, “Angelim, professor de humor”, sinto uma alegria diferente. Penso que escrevi esse espetáculo não apenas para homenagear esse grande brasileiro, mas para celebrar uma paixão comum, a neuroanatomia.

O livro de Ângelo Machado, Neuroanatomia Funcional, foi sem dúvida o que mais estudei durante toda minha formação. Primeiro como aluno de medicina, driblando as dificuldades de memorizar e identificar tantos nomes e funções do mais elaborado mistério do universo, nosso sistema nervoso. Depois, como residente de neurocirurgia, voltava ao livro de Ângelo Machado para correlacionar sinais e sintomas de doenças neurológicas e neurocirúrgicas com precisa base anatômica. Já formado, fui professor de neuroanatomia na Faculdade de Medicina de Barbacena e na UFMG.

Esse conhecimento básico foi fundamental para o aprendizado da  neuroanatomia sob o microscópio cirúrgico. Para além do domínio técnico da microcirurgia, é o conhecimento dessa neuroanatomia aplicada que permite ao neurocirurgião abordar lesões complexas no cérebro e na medula, mudando o curso de doenças que provocariam a morte ou sequelas graves.

Quando conheci pessoalmente o professor Ângelo Machado, ele já havia se aposentado da medicina e prestado concurso para professor de zoologia na UFMG, onde passou a ensinar outra área de seu interesse: os insetos. O maior colecionador de libélulas do mundo passou a se dedicar também à literatura e ao teatro. E foi no teatro que me aproximei dele, fruto de amizades comuns com Jota Dangelo, meu grande mestre das artes cênicas, e sua mulher, Mamélia Dornelles, responsável pela montagem das peças infanto-juvenis do professor. Mais tarde, passamos a conviver na Academia Mineira de Medicina.

Ângelo Machado dedicou sua vida de médico ao ensino da neuroanatomia e a pesquisas, com destaque para seus estudos sobre a glândula pineal.

Se tínhamos em comum a paixão pela neuroanatomia, foi o teatro que nos uniu.

Minha peça “Angelim, professor de humor” é isso: a celebração de um encontro de paixões pela neuroanatomia e pelo teatro, que se transformam em pano de fundo para contar parte da história desse ilustre brasileiro, médico, pesquisador, escritor, ambientalista, zoologista e dramaturgo Ângelo Machado.  E tudo isso com humor, marca registrada do professor.

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Envelheça bem

 

Os avanços da medicina ajudam as pessoas a viver mais e com melhor qualidade de vida graças à prevenção e tratamento de doenças próprias do idoso, que ganharam espaço na prática médica fundamentada em evidências científicas.

O problema é que as pessoas não querem envelhecer e buscam a eterna juventude percorrendo solo minado por promessas de drogas milagrosas, que prometem o que não cumprem e, pior, colocam em risco a saúde.

Além de suplementos alimentares com antioxidantes, vitaminas e sais minerais sem a devida evidência de eficácia para barrar o envelhecimento, a prescrição de hormônios tem sido comum. O problema é que nenhum hormônio mostrou até hoje ser capaz de barrar o envelhecimento e muito menos de rejuvenescer. Pior que isso, há riscos comprovados do seu uso indiscriminado.

Um exemplo é a prescrição do GH, hormônio do crescimento, para pessoas sem deficiência desse hormônio, no intuito de melhorar a disposição, ganhar massa muscular e fortalecer os ossos. Além de não ter comprovação, há riscos de desenvolvimento de diabetes, hipertensão e até câncer.

O uso de medicamentos sem respaldo científico fere o código de ética médica e muitos médicos já foram punidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) por prescrições temerárias e publicidade sensacionalista e enganosa.

Se por um lado os hormônios e antioxidantes estão na berlinda, existem evidências que sustentam os benefícios da mudança de alguns hábitos para um envelhecimento mais saudável. E o que é melhor, esses hábitos não têm contraindicações:

  • Estimule seu cérebro: assim como o resto do corpo, o cérebro precisa de exercícios: leia, ouça música, aprenda algo novo todos os dias;
  • Faça uma alimentação saudável: beba água, coma frutas, grãos e vegetais para suprimento adequado de vitaminas e minerais;
  • Pratique exercícios: a prática de exercícios aeróbicos é o melhor antídoto para a perda da massa muscular e da densidade óssea, associadas ao envelhecimento;
  • Durma bem: o cérebro necessita do sono para funcionar melhor. E seu corpo também.
  • Cuide do espírito: seja por meditação, preces, ou outras práticas religiosas. Cuidar do espírito é tão importante quanto cuidar do corpo;
  • E divirta-se, com humor e alegria, únicas formas de manter a juventude.

Uma vez mais jovens com a prática desses bons hábitos, teremos serenidade para seguir a recomendação de Nelson Rodrigues, o maior dramaturgo brasileiro. Perguntado sobre qual conselho gostaria de deixar para os jovens, ele foi taxativo:

-Envelheçam!


Nota: Crônica selecionada no Concurso Literário de Crônicas e Contos da Unimed-BH, em comemoração do dia do médico. Foi  publicada no livro "Reconectar-se", distribuído no 

200 Encontro de Cooperados, outubro, 2025.

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