Atuação

• Coordenador do Serviço de Neurocirurgia e Neurologia do Hospital Unimed BH • Neurocirurgião do Biocor Instituto, Belo Horizonte, MG Membro Titular da Academia Mineira de Medicina • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia • Membro do Congresso of Neurological Surgeons • Mestrado e Doutorado em Cirurgia pela UFMG

Especialidades

• Malformação • Artério Venosa • Aneurisma Cerebral • Cirurgia de Bypass • Revascularização Cerebral • Cirurgia de Carótida • Tumores Cerebrais • Descompressão Neurovascular • Doença de Moya-Moya Tumores da Base do Crânio Doppler Transcraniano

Contato

Alameda da Serra 400 / 404 - Nova Lima - MG (31)3264-9590 • (31) 3264-9387 jrasomd@yahoo.com.br

Saúde, Vida Longa e Morte Súbita



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A doença da celebridade e do cidadão comum


Hoje, em algum pronto atendimento do país, uma senhora de 65 anos está sendo atendida por um neurocirurgião. Ela teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico por ruptura de um aneurisma cerebral. Trata-se de uma doença grave, e o neurocirurgião sabe de antemão que, apesar de todos os tratamentos instituídos da melhor forma possível, a possibilidade dessa paciente morrer ou ficar com sequelas é grande.
Apesar da gravidade, não é um evento excepcional. Todo o empenho do neurocirurgião se concentra no tratamento do aneurisma e na prevenção de complicações próprias desse tipo de hemorragia. Exige cuidados intensivos por tempo prolongado, que pode se estender por duas ou três semanas, se não mais. 
A mesma doença em uma celebridade não terá evolução diferente daquela do cidadão comum. Entretanto, todos os envolvidos no tratamento se veem expostos ao furor da mídia, ávida por notícias. Nesse turbulento ambiente, uma preocupação a mais passa a fazer parte do trabalho médico: a preservação da privacidade do paciente e de seus familiares.
Marisa Letícia, falecida esposa de Lula, foi vítima de AVC e da exposição indevida de seus exames nas redes sociais.
O tratamento do AVC não é trabalho de uma pessoa, mas de uma equipe multidisciplinar: emergencistas, intensivistas, neurorradiologistas, neurocirurgiões, clínicos, enfermeiras, fisioterapeutas, psicólogos. Exige do hospital uma sofisticada infraestrutura, além de um corpo clínico treinado no tratamento e reabilitação do paciente.  Além da capacitação técnica, todos os envolvidos no tratamento de qualquer paciente sabem e praticam o sigilo profissional.
Nos tempos atuais, as pessoas estão acometidas de uma doença peculiar, a que chamei em outra crônica de Jornalite: a imperiosa compulsão de divulgar pelos canais sociais tudo o que parece notícia. Isso inclui fotos de pacientes, de seus exames e de opiniões sobre todo e qualquer assunto, de qualquer área de conhecimento.
Em um passado não muito distante, as celebridades sofriam com a invasão e inconveniência dos paparazzi. Hoje, qualquer um de nós está exposto ao furor das pessoas munidas de celular e de uma incontrolável necessidade de registrar e divulgar fotos e filmes nas redes sociais.  
Pelo menos no ambiente médico essa praga deve ser combatida. Qualquer pessoa, celebridade ou não, tem o direito à privacidade, que faz bem à saúde.
No caso de celebridades, entretanto, é necessária a divulgação de boletins médicos, redigidos com o cuidado de bem informar. Ávidas de informações, as pessoas devem obtê-las de fonte segura, evitando-se assim os costumeiros boatos e deturpações das notícias.
Outro bom serviço que a imprensa pode prestar nessas ocasiões é o esclarecimento sobre a doença em foco. No caso de Dona Marisa, por exemplo, foi uma boa oportunidade para educar as pessoas sobre o AVC: seus tipos, suas causas, a importância do diagnóstico e tratamento precoces e, sobretudo, a prevenção.  
Uma boa prática seria essa: trocar a invasão de privacidade e o sensacionalismo pela difusão de conhecimento. 

Assim, a pauta dos jornais voltaria a ser educativa, em vez de se debruçar, como de costume, nas atrocidades e barbaridades do mundo afora. 




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Aumento de casos de AVC em jovens


Os fatores de risco para o acidente vascular cerebral, o derrame, são praticamente os mesmos do infarto do miocárdio: hipertensão arterial, tabagismo, obesidade, sedentarismo, diabetes e taxas elevadas de colesterol.
Isso representa uma vantagem, uma vez que medidas preventivas são eficazes para combater duas doenças relacionadas à morte precoce ou diminuição da qualidade de vida.
Ao longo do tempo, notadamente na segunda metade do século passado, o conhecimento desses fatores de risco para as doenças cerebrovasculares foi o grande responsável pela diminuição progressiva dos casos de acidente vascular cerebral ao longo dos anos.
Entretanto, essa tendência está se revertendo agora e por uma razão preocupante: o aumento de casos de AVC em jovens.
Estudo publicado no Journal of the American Heart Association de novembro de 2016 mostra que persiste o declínio de AVC em pessoas acima de 55 anos. Já os casos entre pessoas de 35 a 39 anos mais do que dobraram. 
Os pesquisadores concordam que a tendência se deva a fatores ligados ao estilo de vida. A geração dos baby boomers, nascidos entre 1945 e 1954, aprendeu a lição e passou a controlar melhor os fatores de risco, dentre eles o cigarro. Essa geração também escapou do excesso de consumo de açúcar e da epidemia de obesidade e diabetes.
A geração seguinte não seguiu o mesmo caminho. É alta a incidência de obesidade e sedentarismo em pessoas com idade inferior a 40 anos.
Some-se a isso o uso de pílula anticoncepcional que também é fator de risco conhecido sendo considerado um dos responsáveis pelo aumento de AVC em mulheres jovens.
A mensagem deste estudo é bem clara: desde jovens, as pessoas precisam investir na prevenção das doenças cardiovasculares e mantê-la por toda a vida.
Não fumar, controlar o peso, fazer atividade física regular e ter uma dieta adequada são passos fundamentais na prevenção.
Isso envolve o remédio mais difícil de tomar, mas o mais eficaz: mudança de hábito.
Além disso, tomar medicamentos para controle da hipertensão arterial e os níveis de colesterol, quando necessários, complementam a estratégia para se reverter essa tendência de aumento dos casos de AVC.

Nunca é demais lembrar que, na economia de saúde, investir em prevenção é sempre um bom negócio. 




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Olim...piada: esporte é saúde!

As Olimpíadas do Rio foram um espetáculo. O mundo todo pôde ver atletas de diversos países disputando as tão sonhadas medalhas olímpicas. Entretanto, esse espetáculo grandioso tem uma faceta pouco comentada: para se alcançar sucesso nesse tipo de competição, os atletas buscam o limite do corpo humano, a superação física e metas ambiciosas que fascinam o público.  Para além do glamour e das cifras bilionárias que acompanham os louros das vitórias,  há um preço solitário a ser pago pelo atleta: lesões agudas ou tardias em seu corpo provocadas por excesso de treinos e competições. 
Nas Olimpíadas do Rio, um halterofilista armênio, Andranik Karapetyan, quebrou o braço ao tentar erguer 195 kg.Na ginástica artística, o francês Samir Ait Said caiu de mau jeito durante a execução de seu salto e fraturou a perna; a ginasta brasileira, Jade Barbosa, não teve melhor sorte: caiu de joelhos e depois teve uma lesão no tornozelo, deixando o estádio olímpico em cadeira de rodas; a ciclista holandesa Annemiek van Vleuten liderava a prova de rua quando caiu, bateu a cabeça no meio fio e sofreu traumatismo craniano. Ao invés de ir para o pódio, acabou no CTI onde foi constatada contusão cerebral e fratura de vértebras lombares. Também em prova de rua, o ciclista colombiano Sergio Luis Henao fraturou a bacia, e  Vicenzo Nibali quebrou a clavícula; no futebol, na partida entre México e Fiji. O capitão do time mexicano Oribe Peralta fraturou o nariz, e o meio de campo Rodolfo Pizarro, a fíbula direita.  
O tornozelo foi o ponto fraco de outros competidores: após torção, o tenista alemão Dustin Brown desistiu da partida contra o brasileiro Thomaz Bellucci. Pelo mesmo motivo, o jogador de vôlei do Egito, Ahmed El Kotb, deixou a competição contra a Polônia na quadra do Maracanãzinho
No judô, na luta pela repescagem da categoria ligeiro contra a atleta da Mongólia, Urantsetseg Munkhbat, a judoca brasileira Sarah Menezes sofreu luxação no cotovelo direito e, após a derrota, saiu da arena com o braço imobilizado.
Marta Baeza, da esgrima, abandonou a disputa individual de sabre contra a polonesa Bogna Jozwiak, após torcer o joelho esquerdo.
No esporte, o tempo de recuperação do atleta lesado nem sempre é obedecido, por razões muitas vezes obscuras.
Lesões traumáticas acidentais realmente fazem parte do jogo, e a organização desses eventos leva em consideração a segurança de determinados esportes. O ciclismo de rua, por exemplo, pode ser revisto dentro dessa perspectiva. Não será a primeira vez. Nas Olimpíadas de Atenas de 1896, os organizadores instituíram uma nova competição ciclística na qual os atletas deveriam pedalar doze horas a fio. Sete atletas participaram, e só dois chegaram ao final da competição. Não foi difícil decidir pela retirada dessa modalidade como competição olímpica.
Nada,entretanto, justifica a brutalidade de determinadas modalidades ainda consideradas esportes. O Pancrácio, por exemplo, era um tipo de modalidade esportiva que fez parte dos jogos olímpicos entre os anos de 648 a. C. e 383 d. C.. Era uma forma mais violenta do que as lutas de MMA de hoje. Misturava técnicas do boxe, da luta grega e do vale-tudo ou quase tudo e só terminava quando um dos oponentes estava à beira da morte.
Hoje, até autoridades como Dr. Ricardo Munir Nahas, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte reconhece que lesões traumáticas no boxe são corriqueiras, fazem parte do próprio esporte. Nas palavras deles, “quebrar o nariz lutando boxe não é nada absurdo”.
Esse tipo de conceito deve ser revisto. Há muito mais dano relacionado ao boxe do que fraturas dos ossos da face. As lesões cerebrais causadas por traumatismos repetidos na cabeça são irreversíveis e estão relacionados ao desenvolvimento tardio de um tipo de demência em tudo semelhante ao Alzheimer. Esporte como esse não deve ser considerado Olímpico. É Pancrácio disfarçado.

O espetáculo das Olimpíadas deve ser sempre louvado como uma ode ao esporte como meio eficaz de confraternização entre os povos.  Entretanto, é preciso levar mais a sério os limites naturais do corpo humano e a segurança dos atletas nas competições. Caso contrário, o mote “esporte é saúde” não passará de piada olímpica. 




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Velhice e Solidão



“Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora”
Caetano Veloso, Desde que o samba é samba

Às vésperas da estreia de minha peça, “DDD: deleite, depois delete”, resolvi fazer uma pesquisa sobre a velhice com meus contatos no facebook . Afinal, essa comédia gira sobre três senhoras às voltas com a internet. Pensei ser mais do que adequado usar a internet para esse diálogo.
Lancei a seguinte pergunta: qual a doença mais grave da velhice?
Para minha surpresa, a resposta mais frequente não foi uma doença, foi a solidão. Vinte e dois por cento das respostas apontava a solidão como a “doença” mais grave da velhice. Se acrescentarmos abandono, invisibilidade e outras palavras que expressam o mesmo sentimento, o número de respostas é ainda maior. 
Confesso que esperava que as pessoas fossem se referir ao Alzheimer, ao derrame ou Parkinson, doenças comuns no envelhecimento. Foram poucas essas respostas.
Solidão não é uma doença. Segundo o Houaiss, solidão é um estado, uma sensação de quem se acha ou se sente desacompanhado, só, isolado do mundo.
O poeta Caetano, em sua canção “Desde que o samba é samba”, nos lembra que a solidão apavora, “tudo demorando em ser tão ruim”.
Talvez seja essa a razão dessa resposta prevalente. Não sei da idade da maioria das pessoas que respondeu à minha pesquisa. Certamente, não são todos idosos e falam da velhice como uma reflexão, baseados em suas experiências familiares ou em suas expectativas. Talvez seja este o recado. A velhice, tal como a solidão, apavora.
Montaigne (1533-1592), em seus Ensaios, trata a solidão como uma meta para a velhice. Nos diz: “É preciso ter como reserva um recanto pessoal, independente, em que sejamos livres em toda acepção da palavra, que seja nosso principal retiro e onde estejamos absolutamente sozinhos. Aí nos entreteremos de nós com nós mesmos, e a essa conversa, que não versará nenhum outro assunto, ninguém será admitido”.  
Ouvi num filme italiano que a doença mais grave da velhice é a aposentadoria.
Penso ser a inatividade, física ou mental.
Seja como for, a maioria de nós quer mesmo é seguir em frente, e a estação derradeira é justamente a velhice.

Talvez seja agora o tempo de nos prepararmos para chegarmos a essa estação. Sozinhos. 





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Tamanho não é documento



A campanha do governo para combate à epidemia de dengue, chikungunya e zika tem como alvo o mosquito transmissor da doença. Com estardalhaço, até o exército foi convocado porque o mosquito “não pode ser maior que o país”.
O problema é que, nesse caso, tamanho não é documento. Há mais de quinze anos, o Brasil vem combatendo o mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue. E continuamos a conviver com o fantasma da dengue nos rondando em todo  verão.
O mesmo mosquito transmite outros vírus, como o zika, associado a casos de microcefalia e à síndrome de Guillain-Barré.  A partir dessa descoberta inédita, criou-se comoção mundial, e a fúria contra o mosquito tornou-se exacerbada.
A própria presidente, literalmente, vestiu a camisa da campanha e saiu às ruas à caça do mosquito e de seus focos de criação.
Acontece que esse tipo de campanha pode até ser necessária, mas nunca será suficiente. Fosse assim, nestes mais de quinze anos teríamos tido avanços no controle dessa típica epidemia brasileira.
Se, por um lado, a quebra de braço contra o mosquito me parece luta perdida, por outro, medidas mais ousadas têm sido agora estimuladas: a busca por uma vacina, ou a interferência genética no próprio mosquito, restringindo sua reprodução. Pesquisas com esses objetios poderão ser capazes de vencer a guerra contra o mosquito, ou mesmo contra os vírus que ele carrega.
Esta epidemia de zika trouxe, como grande benefício, o investimento em pesquisas. Até então, estávamos condenados a campanhas publicitárias contra o mosquito da dengue, sem muito sucesso. Agora não — verbas são corretamente investidas em busca de soluções mais inteligentes e eficazes.
É verdade que ainda restam dúvidas quanto à associação do vírus zika com doenças neurológicas. Mas debruçar sobre a dúvida é a verdadeira vocação da ciência.
E não duvido que saia daqui do Brasil a melhor maneira de controlar essa epidemia. Isso porque o Brasil tem excelente time de cientistas e instituições dedicadas ao estudo de doenças tropicais. Mas só agora foram escalados os recursos necessários para o avanço nas pesquisas.


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2015: Novidades da pesquisa médica


Os editores de uma das mais prestigiosas revistas médicas, o New England Journal of Medicine, ao final de cada ano fazem um balanço das pesquisas publicadas que podem modificar a prática médica ou ter grande impacto para a saúde das pessoas.
Em 2015 eles escolheram 12 tópicos relevantes. Iremos comentar três deles.
Qual o valor adequado da Pressão Arterial?
Num grande estudo, chamado SPRINT, os pesquisadores compararam dois alvos para a pressão arterial em mais de 9000 pacientes hipertensos, não diabéticos, mas com alto risco para infarto ou AVC.
Pouco mais de três anos depois de iniciado, o estudo foi interrompido, pois foi detectado que o grupo com tratamento intensivo apresentava menos eventos do que o grupo padrão. A média da pressão arterial no grupo do tratamento intensivo foi de 121,5mmHG e, no grupo controle, 134,6mmHg.
A redução do risco foi de 1,6%. Parece pouco, mas não é. Na prática, para prevenir um evento cardio-vascular foi necessário tratar de modo intensivo 60 pacientes em três anos. A American Heart Association ainda não soltou nenhuma recomendação a respeito deste estudo. Entretanto,  vai ficando claro que o alvo ideal do tratamento da hipertensão arterial está mesmo próximo dos 120 mmHG.
Novo tratamento para o derrame
Cinco grandes estudos que  foram publicados em 2015 mostraram os benefícios de um novo tratamento para o acidente vascular cerebral (AVC, derrame). Trata-se da nova geração de “stents” que são introduzidos dentro das artérias cerebrais para retirar coágulos.
São vários os tipos de derrame. Os estudos mostraram benefícios marcantes para apenas alguns tipos , que representam cerca de 10%.
Estes novos tratamentos requerem centros especializados no tratamento do AVC e os pacientes devem ser tratados em até seis horas após o início dos sintomas.
Além de indicar o tratamento para os tipos de AVC com benefícios demonstrados na pesquisa, a  American Heart Association e a Associação americana de AVC consideram razoável este tratamento para outros subgrupos.
Testosterona para andropausa
À medida que o homem envelhece os níveis de testosterona no sangue diminui. Seguindo o mesmo raciocínio utilizado no tratamento da menopausa para as mulheres, tem sido comum a prática de se prescrever reposição de testosterona para homens, alguns deles com sintomas que são chamados de andropausa.
Um estudo publicado em 2015 estudou a reposição de testosterona em 308 homens com níveis no limiar inferior ou ligeiramente abaixo dos valores estabelecidos pelos laboratórios. Foram avaliadas a qualidade de vida e a função sexual, mas a reposição hormonal não mostrou nenhum benefício.
Este estudo é importante, pois sabe-se que a reposição de testosterona aumenta o risco de problemas cardiovasculares.
Desta forma, a reposição hormonal masculina não é indicada para homens assintomáticos, ou com poucos sintomas, quando os níveis de testosterona estão no limiar inferior.
Entretanto, mantem-se a indicação para repor a testosterona naqueles  pacientes com deficiência do hormônio. 



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