Atuação

• Coordenador do Serviço de Neurocirurgia e Neurologia do Hospital Unimed BH • Neurocirurgião do Biocor Instituto, Belo Horizonte, MG Membro Titular da Academia Mineira de Medicina • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia • Membro do Congresso of Neurological Surgeons • Mestrado e Doutorado em Cirurgia pela UFMG

Especialidades

• Malformação • Artério Venosa • Aneurisma Cerebral • Cirurgia de Bypass • Revascularização Cerebral • Cirurgia de Carótida • Tumores Cerebrais • Descompressão Neurovascular • Doença de Moya-Moya Tumores da Base do Crânio Doppler Transcraniano

Contato

Alameda da Serra 400 / 404 - Nova Lima - MG (31)3264-9590 • (31) 3264-9387 jrasomd@yahoo.com.br

Vale Tudo




Nós, mineiros, já não somos mineradores. Deixamos de cavoucar a terra em busca de fortuna,  pois aprendemos que é o mesmo que abrir o ventre da galinha de ovos de ouro.
As montanhas  perdemos todos, enquanto poucos, muito poucos se empanturram de moeda.
Macacos, Mariana, Brumadinho. Cinco vidas, dezenove vidas, quatrocentas vidas. As primeiras cinco já foram esquecidas. Com o tempo todas serão.
O espetáculo macabro da destruição se mistura à dor de quem perdeu um parente, um amigo, um pedaço de sua vida, de sua história.
Enquanto isso, busca-se um ou dois nomes para assumir a culpa que é de muitos. Haja grade para tantos responsáveis.
A natureza, expulsa pela mão irresponsável de quem a maltrata, se adapta. Regurgita aqui e ali, desmorona, sopra tufões e embala tsunamis. Depois se acalma. Indiferente, torna-se um pouco mais inóspita a cada giro em torno do sol.
Nós, mineiros, já não somos mineradores, aprendemos que o diamante virou ouro, que virou aço, que virou ferro e hoje é lama.
Agora, não bastassem as tragédias consumadas, em nome de falso   comprometimento com  segurança, soam sirenes, esvaziam comunidades, bloqueiam rodovias.
Qual é o real risco? A desinformação é tanta que o recado é claro: nunca se priorizou a segurança das comunidades no entorno do cavouco.  Vidas em risco e  impactos ambientais não constam nos balancetes que registraram lucro recorde.
As vidas que valem tão pouco não ficarão caladas. Nós, mineiros que já não somos mineradores,  dizemos não ao vale tudo deste capital.
E para aqueles que não vivem o luto, viva o carnaval no país do futebol!





Revisão e formatação:
Ophicina de Arte & Prosa
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Posted by Jair Raso 0 comentários »