Atuação

• Coordenador do Serviço de Neurocirurgia e Neurologia do Hospital Unimed BH • Neurocirurgião do Biocor Instituto, Belo Horizonte, MG Membro Titular da Academia Mineira de Medicina • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia • Membro do Congresso of Neurological Surgeons • Mestrado e Doutorado em Cirurgia pela UFMG

Especialidades

• Malformação • Artério Venosa • Aneurisma Cerebral • Cirurgia de Bypass • Revascularização Cerebral • Cirurgia de Carótida • Tumores Cerebrais • Descompressão Neurovascular • Doença de Moya-Moya Tumores da Base do Crânio Doppler Transcraniano

Contato

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Vacina Contra a Gripe


Esta é a época de campanhas de vacinação contra a gripe. Realizadas todo ano, estas campanhas procuram conscientizar a população sobre os benefícios da vacinação, especialmente para os idosos e para os profissionais de saúde.

Ouvi de algumas pessoas que não tomariam a vacina porque têm receio de adoecer após a vacinação. De outro, ouvi que a vacina poderia diminuir seu sistema de defesa. Ambos os motivos são infundados. Se alguém ficar gripado após a vacinação,   deverá ter uma forma branda da doença e, a seguir ficará imunizada. A vacinação estimula o sistema imunológico, tornando-as menos vulneráveis a infecções.

O criador da primeira vacina foi Edward Jenner (1749-1823). Ele observou  que pessoas responsáveis pela ordenha de vacas com  varíola bovina tinham uma forma mais branda da varíola humana. Fez pesquisas com o filho de seu jardineiro provocando arranhões em seu braço e contaminando-o com líquido extraído das vesículas de vacas portadoras de varíola bovina.  O menino teve um pouco de febre e algumas lesões leves, mas se recuperou bem. Depois, expôs o mesmo menino a líquido colhido de uma pessoa com varíola e desta vez ele não desenvolveu a doença.  O termo vacina surgiu justamente por esta primeira experiência com vacas.

Existem hoje vacinas para diversas doenças como a poliomielite, febre amarela, tétano, tuberculose, rubéola e sarampo. As campanhas de vacinação são coordenadas e avaliadas pela Organização Mundial de Saúde. Com elas foi possível, por exemplo, erradicar a varíola e praticamente acabar com a poliomielite.

Mas o medo de se vacinar é antigo. Em 1904 o governo federal obrigou a população do Rio de Janeiro,  então capital do país, a se vacinar contra a varíola. As pessoas tinham medo, pois as vacinas eram muito pouco conhecidas. Os agentes sanitários por vezes invadiam as casas e vacinavam as pessoas à força, o que desencadeou grande revolta popular. Houve destruição de bondes, ataques a prédios públicos e vários confrontos com a polícia. 

A vacinação compulsória fazia parte das medidas de saneamento propostas pelo Presidente Rodrigues Alves e elaborada pelo grande pesquisador brasileiro Oswaldo Cruz, então nomeado chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública. A situação do Rio de Janeiro era precária, com falta de saneamento básico e a disseminação de epidemias, sobretudo na população mais pobre. Vários cortiços foram destruídos e a população pobre foi retirada do centro da cidade. Tudo isso em meio  à uma crise econômica com desemprego e carestia explica a revolta popular que aumentava a cada dia. 

A paz voltou ao Rio quando Presidente revogou a lei da vacinação obrigatória e colocou o exército nas ruas.

A vacina contra a gripe não é obrigatória. Aliás, penso que as vacinas contra a ignorância e a pobreza deveriam ser as  únicas obrigatórias. Falta apenas criá-las. 

 Revisão e formatação: Ophicina de Arte e Prosa


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